Em seu livro Mundo Sustentável, lançado em 2005, o jornalista André Trigueiro fala sobre o problema do lixo jogado nas ruas cariocas. Ele fala que em 20 anos a população havia crescido em 15% e a quantidade de lixo jogado nas ruas aumentou em 124%. O problema parece simples. Afinal de contas é só contratar mais garis para limpar esse lixo certo? Mas o impacto de adicionar mais profissionais também afeta o orçamento da prefeitura e da população.
"Quanto maior o volume de sujeira jogado no chão, maior o impacto no bolso do contribuinte, já que a coleta de lixo nas ruas é três vezes mais cara do que a coleta domiciliar. Nada menos do que 203 milhões de reais foram gastos no ano passado (2004) com a retirada de lixo do espaço público. Isso representa metade de todo o orçamento da Comlurb. Esses recursos preciosos que a prefeitura gasta apenas para varrer o chão poderiam ser destinado para outros fins, como, por exemplo, a construção de escolas, creches e hospitais." ( Mundo Sustentável, página 50)
Mas será que a solução seria apenas aumentar o orçamento da Comlurb ou culpar a prefeitura?
O nosso trabalho quer aumentar a conscientização da comunidade da PUC sobre o que nós podemos fazer para solucionar a questão do lixo jogado nas ruas. Se cada pessoa souber o efeito que cada pedaço de papel ou garrafa plástica que jogarem no chão afeta a sua vida diretamente, talvez essas pessoas possam fazer alguma coisa para resolver o problema.
"Quem nasceu no Rio ou aprendeu a amar essa cidade, não deve mais tolerar o lixo jogado no chão. Isso não significa que a gente deva declarar guerra ao porcalhão. Certa vez o deputado Carlos Minc, professor de História e veterano ambientalista, foi perguntado sobre qual deveria ser a reação da gente ao flagrarmos alguém jogando lixo no chão. Minc reconheceu que a situação requer paciência e cuidado, e que levou algum tempo até descobrir a melhor maneira de encarar essa situação. 'Olha, muitas vezes, quando eu vejo alguém jogando lixo no chão, eu pego o lixo, me dirijo até a pessoa com muito respeito e digo pra ela: Com licença, você deixou cair isso no chão'. Que cada um de nós descubra a melhor maneira de agir – e reagir – em benefício de uma cidade mais limpa e digna de se ser chamada de maravilhosa". (Mundo Sustentável, página 52)
Já que é necessário aproximar o problema das pessoas para que elas resolvam o problema, pretendemos colocar anúncios em jornais de bairro, como o encarte "Barra" ou "Zona Sul" de O Globo, e o Jornal da PUC, com paisagens clássicas de cada um destes lugares, só que completamente tomadas pelo lixo. Nestes anúncios estará escrito: "Não quer que sua praça/praia fique assim? Entre no blog lugardelixoenolixo.blogspot.com.br e saiba como ajudar seu bairro". Aí no blog, colocaremos posts conscientizadores, com estatísticas e informações interessantes, mas também medidas que cada um pode tomar para melhorar o local em que vive. Além do jornal, pretendemos colocar anúncios na TV Pixel. A tela exibe locais da PUC e logo depois a tela é tomada pelo lixo, com a mesma chamada para ação do que os anúncios impressos.
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